Missa em Ação de Graças marca transição de gestões no TJMG
- há 12 minutos
- 4 min de leitura
Cerimônia foi celebrada pelo reitor da PUC Minas, padre Luís Henrique Eloy
O Santuário Arquidiocesano da Santíssima Eucaristia, no Centro da Capital, acolheu, em 30/6, os dirigentes do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) no último biênio (2024-2026) e os novos mandatários, entre eles o superintendente administrativo adjunto, desembargador Vicente de Oliveira Silva, presidente eleito (biênio 2026-2028), para uma missa em ação de graças. A celebração foi oficiada pelo reitor da PUC Minas, padre Luís Henrique Eloy e Silva, representando o arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, Dom Walmor de Oliveira Azevedo.
O evento, ao som de Mozart, Haendel e obras da liturgia católica, foi destinado a louvar a Deus e agradecer pelos trabalhos da gestão que se encerra e para pedir pelo bom êxito da nova Direção, que atuará no período de julho de 2026 a junho de 2028, para que os novos dirigentes "tenham força, prudência, retidão, senso de justiça, sabedoria e espírito de serviço em suas ações”.
A celebração reuniu a comunidade do TJMG, autoridades e representantes de órgãos parceiros do Sistema de Justiça e da administração pública, além de familiares e amigos dos novos responsáveis pela condução do Judiciário estadual mineiro.
Dos novos membros da Direção do TJMG, que serão empossados nesta quarta-feira (1º/7), no Palácio das Artes, estiveram presentes, além do presidente: o 1º vice-presidente, desembargador Márcio Idalmo Santos Miranda; o 2º vice-presidente e superintendente da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), desembargador Manoel dos Reis Morais; a 3ª vice-presidente, desembargadora Shirley Fenzi Bertão; o corregedor-geral de Justiça de Minas Gerais, desembargador Raimundo Messias Júnior; e o vice-corregedor-geral de Justiça, desembargador Leopoldo Mameluque. Além disso, participou da cerimônia o superintendente administrativo adjunto do biênio 2026-2028, desembargador André Leite Praça.
Compareceram, ainda, magistrados que encerram seus mandatos na Direção do TJMG: o presidente, desembargador Luiz Carlos Corrêa Junior; o 2º vice-presidente e superintendente da Ejef, desembargador Saulo Versiani Penna; e o corregedor-geral de Justiça, desembargador Estevão Lucchesi de Carvalho.
Novo ciclo
O celebrante ressaltou que o momento marca um novo ciclo na história do Tribunal. Nessa etapa, é preciso avançar. “Não sem uma memória agradecida ao que passou, mas com a certeza de que há novas responsabilidades pela frente. No evangelho de hoje, que sucede ao de ontem, quando Jesus recomenda a um jovem que deixe de olhar para o passado para segui-lo, contemplamos a travessia num mar tempestuoso. Jesus intervém para acalmar o mar. As travessias verdadeiras acontecem quando existe um assentimento interior, com a nossa consciência e a nossa vontade, a um processo de mudança”, disse.
Segundo o padre Luís Henrique Eloy, não se trata apenas de atravessar de um lado para o outro, mas de “assumir a responsabilidade com todas as renúncias que esse ato supõe e requer”. Em um mundo no qual é frequente o sentimento de estar perdido, sem bússola para navegar, em que nos sentimos incapazes de ver o caminho, as travessias podem ser superficiais, “mas só quem faz travessias interiores ilumina o seu interior e o seu entorno”.
“Jesus está no barco, mas dorme. Os discípulos, apesar dessa presença, se apavoram e pedem ao Senhor que aja, pois eles sentem que o barco vai afundar e que eles vão morrer com a tempestade. E Jesus os interpela, chamando-os 'homens de pouca fé'. Ameaça o vento e as ondas, e tudo volta à calmaria. Estamos reunidos hoje para celebrar a posse da nova Direção do Tribunal de Justiça Minas Gerais, uma instituição tão respeitada no cenário estadual e nacional. Agradecemos por tudo o que já foi feito, pela contribuição que foi dada, e confiamos este novo ciclo a Deus”, afirmou.
O padre frisou a importância do testemunho dos homens e mulheres que desempenham funções públicas:
“Vivemos num mundo de grande sofrimento emocional, falta de sentido e carência de pessoas que sejam referência de uma moral sólida, de uma ética exemplar. Nossa sociedade carece de modelos e de exemplos. Numa realidade tão complexa, corremos o risco de desanimar, desistir, desacreditar. Com Cristo, nada é impossível; as adversidades são apenas um componente da travessia. A fé pode ser pouca, mas é sempre necessária.”
Vocação e missão
O sacerdote concluiu, exortando os novos dirigentes a abraçar corajosamente a missão que iniciam:
“Que a vocação dos senhores seja alimentada pelo desejo de fazer o bem. Assumam sua missão, agradecendo pelo passado, mas olhando para o futuro e decidindo com compaixão, objetividade e imparcialidade. Que Jesus os ajude, ilumine e abençoe, porque a tempestade é certa, mas a travessia bem-sucedida não é garantida; ela depende da livre escolha, do desejo de chegar a algo mais belo, mais profundo e inovador.”
A missa incluiu preces pelo Papa Leão XIV, pelo arcebispo Dom Walmor, por seus bispos auxiliares, pelos sacerdotes e por toda a Igreja; pelas famílias dos desembargadores e de todos os que trabalham no TJMG; por todos aqueles que têm a missão de promover a justiça e defender o direito e por todos os que se reuniram na ocasião, "para que se empenhem na busca de um mundo mais humano e solidário".
Os cantos foram executados pelo Grupo de Câmara da Orquestra Jovem e pelo Coral Jovem do TJMG, sob a regência do maestro Eduardo Teixeira Mendes.
No encerramento da celebração, o padre Luís Henrique Eloy deu uma bênção especial aos magistrados que ocuparam cargos de Direção e aos que assumem para os próximos dois anos.
Fonte: TJMG
Comentários